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    Segunda-feira, 2 de dezembro de 2013, atualizada às 08h36

    Teste rápido de HIV deve ser vendido nas farmácias em fevereiro

    Teste rápido de HIV

    O Ministério da Saúde deve autorizar a venda em farmácias de um teste rápido para detectar o vírus HIV, a partir de fevereiro de 2014. A iniciativa tem como objetivo facilitar o diagnóstico e antecipar o tratamento de pessoas que podem desenvolver a Aids. Antes, somente pacientes com a doença desenvolvida recebiam medicamentos.

    O exame é feito em 20 minutos, com coleta de saliva pela própria pessoa, e deverá custar R$ 8. O teste é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A informação foi confirmada pelo diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do ministério, Fábio Mesquita, durante evento realizado no Dia Mundial de Luta contra a Aids, no Rio de Janeiro.

    De acordo com o Ministério, o teste rápido de HIV tem duas vantagens, a confidencialidade e a rapidez. A pessoa vai à farmácia pega o teste e faz em casa, sem precisar ver um agente de saúde e dividir isso com ninguém. A segunda é não enfrentar filas, não precisa ir ao posto, não precisa esperar o tempo que leva para sair o resultado de um exame normal.

    Ao disponibilizar o teste rápido de HIV, vendido na internet por um laboratório americano por cerca de R$ 160, o ministério pretender iniciar o tratamento mais cedo e melhorar a qualidade de vida de pessoas com HIV, além de reduzir em cerca de 96% o risco de contágio, principalmente para parceiros fixos ou durante a gestação, quando o vírus pode passar da mãe para o bebê.

    Dados do ministério apontam que cerca de 150 mil pessoas, de um total de 700 mil estimadas com a doença, não sabem que têm o vírus HIV. No Brasil, embora a prevalência de pessoas convivendo com o vírus seja considerada baixa para o conjunto da população (0,4%), a infecção é alta entre meninas entre 14 e 19 anos e meninos gays, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Segundo Padilha, em grande parte dos casos de detecção de HIV, as meninas são infectadas durante o pré-natal.

    Com informações da Agência Brasil

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