Lucas Soares Lucas Soares 1º/09/2014

Não punam o Grêmio!

Na última quinta-feira, 28 de agosto, o Brasil mais uma vez presenciou um caso de racismo no esporte. E, como se não fosse suficiente, o caso vem da reincidente torcida do Grêmio, que já passou por um caso semelhante no Campeonato Gaúcho deste ano, quando ofendeu o zagueiro Paulão, do Internacional.

Considero um ato completamente abominável ofender alguém por sua cor da pele. Já disse, no caso Tinga, e no caso Daniel Alves toda a minha opinião sobre o assunto. No entanto, há algumas eventuais diferenças entre uma história e outra.

Quando ofenderam o cruzeirense Tinga, o crime aconteceu em terras internacionais. Nada pode ser feito por parte das autoridades brasileiras e o time peruano até saiu no lucro, com uma "multinha" de US$ 12 mil. Os peruanos, no estádio todo praticamente, o ofenderam. Na Espanha, o Villareal foi multado em R$ 37 mil e o torcedor banido pra sempre de ir ao estádio. E o caso Grêmio? O Grêmio também deve ser punido? Acho que sim, mas não como propõem.

Nenhum clube de futebol no mundo tem como controlar seus torcedores e o que eles gritam ou deixam de gritar em campo. Além disso, temos imagens do grupo de "torcedores", personificado em Patrícia Moreira, que perturbaram o goleiro Aranha durante todo o segundo tempo do jogo entre Grêmio e Santos.

Acho injusto com o clube ser excluído de uma competição por uma pequena parcela de imbecis que fazer coisas estúpidas nas arquibancadas. Se o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) punir o Grêmio com a exclusão da Copa do Brasil, tendo a imagem de quem cometeu o crime, abre um precedente perigoso. Vão punir os torcedores que xingam algum adversário de "veado" (homofobia)? Vão punir quem xinga a mãe dos árbitros (difamação)?

A preocupação que fico é justamente esta. Neste caso, é mais fácil punir individualmente do que coletivamente. Até porque o Grêmio, por ter perdido por 2 a 0 em casa, está praticamente fora da Copa do Brasil e tal punição só geraria um desconforto maior.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 1º/09/2014

Não punam o Grêmio!

Na última quinta-feira, 28 de agosto, o Brasil mais uma vez presenciou um caso de racismo no esporte. E, como se não fosse suficiente, o caso vem da reincidente torcida do Grêmio, que já passou por um caso semelhante no Campeonato Gaúcho deste ano, quando ofendeu o zagueiro Paulão, do Internacional.

Considero um ato completamente abominável ofender alguém por sua cor da pele. Já disse, no caso Tinga, e no caso Daniel Alves toda a minha opinião sobre o assunto. No entanto, há algumas eventuais diferenças entre uma história e outra.

Quando ofenderam o cruzeirense Tinga, o crime aconteceu em terras internacionais. Nada pode ser feito por parte das autoridades brasileiras e o time peruano até saiu no lucro, com uma "multinha" de US$ 12 mil. Os peruanos, no estádio todo praticamente, o ofenderam. Na Espanha, o Villareal foi multado em R$ 37 mil e o torcedor banido pra sempre de ir ao estádio. E o caso Grêmio? O Grêmio também deve ser punido? Acho que sim, mas não como propõem.

Nenhum clube de futebol no mundo tem como controlar seus torcedores e o que eles gritam ou deixam de gritar em campo. Além disso, temos imagens do grupo de "torcedores", personificado em Patrícia Moreira, que perturbaram o goleiro Aranha durante todo o segundo tempo do jogo entre Grêmio e Santos.

Acho injusto com o clube ser excluído de uma competição por uma pequena parcela de imbecis que fazer coisas estúpidas nas arquibancadas. Se o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) punir o Grêmio com a exclusão da Copa do Brasil, tendo a imagem de quem cometeu o crime, abre um precedente perigoso. Vão punir os torcedores que xingam algum adversário de "veado" (homofobia)? Vão punir quem xinga a mãe dos árbitros (difamação)?

A preocupação que fico é justamente esta. Neste caso, é mais fácil punir individualmente do que coletivamente. Até porque o Grêmio, por ter perdido por 2 a 0 em casa, está praticamente fora da Copa do Brasil e tal punição só geraria um desconforto maior.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 1º/09/2014

Não punam o Grêmio!

Na última quinta-feira, 28 de agosto, o Brasil mais uma vez presenciou um caso de racismo no esporte. E, como se não fosse suficiente, o caso vem da reincidente torcida do Grêmio, que já passou por um caso semelhante no Campeonato Gaúcho deste ano, quando ofendeu o zagueiro Paulão, do Internacional.

Considero um ato completamente abominável ofender alguém por sua cor da pele. Já disse, no caso Tinga, e no caso Daniel Alves toda a minha opinião sobre o assunto. No entanto, há algumas eventuais diferenças entre uma história e outra.

Quando ofenderam o cruzeirense Tinga, o crime aconteceu em terras internacionais. Nada pode ser feito por parte das autoridades brasileiras e o time peruano até saiu no lucro, com uma "multinha" de US$ 12 mil. Os peruanos, no estádio todo praticamente, o ofenderam. Na Espanha, o Villareal foi multado em R$ 37 mil e o torcedor banido pra sempre de ir ao estádio. E o caso Grêmio? O Grêmio também deve ser punido? Acho que sim, mas não como propõem.

Nenhum clube de futebol no mundo tem como controlar seus torcedores e o que eles gritam ou deixam de gritar em campo. Além disso, temos imagens do grupo de "torcedores", personificado em Patrícia Moreira, que perturbaram o goleiro Aranha durante todo o segundo tempo do jogo entre Grêmio e Santos.

Acho injusto com o clube ser excluído de uma competição por uma pequena parcela de imbecis que fazer coisas estúpidas nas arquibancadas. Se o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) punir o Grêmio com a exclusão da Copa do Brasil, tendo a imagem de quem cometeu o crime, abre um precedente perigoso. Vão punir os torcedores que xingam algum adversário de "veado" (homofobia)? Vão punir quem xinga a mãe dos árbitros (difamação)?

A preocupação que fico é justamente esta. Neste caso, é mais fácil punir individualmente do que coletivamente. Até porque o Grêmio, por ter perdido por 2 a 0 em casa, está praticamente fora da Copa do Brasil e tal punição só geraria um desconforto maior.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.