O Miss Brasil Gay vai celebrar 50 anos de história em 2026 com uma edição especial em Juiz de Fora. O lançamento oficial da 44ª edição do concurso ocorreu nesta quarta-feira (27), durante coletiva de imprensa na cidade. O evento será realizado no dia 22 de agosto, no Terrazzo, no bairro Salvaterra, reunindo candidatas de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal em uma programação marcada por homenagens, atrações artísticas e ações integradas à Semana LGBTQIAPN+.

Com o tema “50 anos resistindo, 2026 decidindo”, o concurso promete destacar o legado de Francisco “Chiquinho” Mota, criador do Miss Brasil Gay em 1976. O diretor artístico e coordenador nacional do concurso, André Pavam, destacou a importância histórica do evento.

“Chegar a esse marco histórico de um evento que nasceu há meio século, em plena ditadura militar, defendendo o respeito à diversidade por meio da arte, da beleza e do glamour, é um grande feito”, afirmou.

Segundo ele, a edição comemorativa terá cenografia especial, apresentações de misses eleitas em anos anteriores e uma homenagem ao fundador do concurso. André também relembrou a trajetória do evento e a responsabilidade de conduzir o Miss Brasil Gay nas últimas décadas.

“Nós somos o evento em atividade contínua mais antigo do Brasil da causa LGBTQIA+. O Chiquinho enfrentou a ditadura, resistiu e coroou a primeira miss quando diziam que isso não poderia acontecer”, destacou.

Além da tradicional noite de gala, a programação deste ano terá novidades. Na sexta-feira, 21 de agosto, as candidatas serão apresentadas ao público durante o Baile do Manifesto, na Praça Prefeito Tarcísio Delgado, em um evento gratuito e aberto ao público.

O organizador do concurso, Michel Brucce, afirmou que a proposta é aproximar ainda mais o Miss Brasil Gay da cidade e da programação da Semana LGBTQIAPN+.

“As pessoas terão a oportunidade de conhecer de perto as misses representantes de todos os estados brasileiros. É uma forma de democratizar esse espetáculo tão significativo e cheio de glamour”, disse.

Michel também destacou o impacto econômico dos eventos ligados à comunidade LGBTQIAPN+ em Juiz de Fora. Segundo ele, pesquisas apontam que a movimentação financeira já chegou a cerca de R$ 7,5 milhões em algumas edições.

“É um recurso que chega direto na ponta, movimentando hotéis, bares, restaurantes e o comércio da cidade”, afirmou.

A edição de 2026 também marcará o retorno do trajeto tradicional da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, que acontecerá no domingo, 23 de agosto. O percurso sairá do Parque Halfeld até a Praça Prefeito Antônio Carlos.

Durante a coletiva, a Miss Brasil Gay 1979, Baby Mancini, falou sobre a emoção de acompanhar os 50 anos do concurso.

“Ninguém imaginava que essa festa duraria tanto tempo. E daqui a pouco eu completo 50 anos de coroação representando Juiz de Fora”, disse.

A atual Miss Brasil Gay, Jade Hwskaier, vencedora da edição de 2025 representando o Rio de Janeiro, participou da coletiva por vídeo e falou sobre a experiência de representar o concurso.

O evento de 2026 terá apresentação de Ikaro Kadoshi e Sheila Veríssimo, nomes tradicionais do universo transformista. O concurso contará ainda com shows, apresentações artísticas e um corpo de jurados formado por artistas e celebridades.

As candidatas disputarão o título em desfiles de traje típico e traje de gala, além da etapa de oratória. Serão escolhidas 12 semifinalistas e, depois, seis finalistas, incluindo uma candidata eleita pelo voto popular.

As vendas de ingressos começam no dia 1º de junho, pelo site oficial do concurso e também presencialmente no Zine Cultural, em Juiz de Fora.

Criado em 1976, o Miss Brasil Gay é considerado patrimônio imaterial de Juiz de Fora desde 2007 e é reconhecido como um dos principais concursos LGBTQIAPN+ do país.

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Henrique Ferreira - Miss Brasil Gay celebra 50 anos com edição histórica em Juiz de Fora

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